A Riqueza Agora Está em Nós

12 04 2007

A geração de riqueza nas empresas vem da venda de bens para seus consumidores. Elas se esforçam para vender mais e mais, e para isso fazem de tudo para conquistar consumidores para suas carteiras. Do outro lado, elas se procuram minimizar os custo de suas operações, tornando-se cada vez mais efecientes no trabalho de vender.

Elas sempre tentaram acompanhar as necessidades dos seus clientes. No início essas necessidades eram voltadas para alimentação e vestuário, evoluindo para necessidades mais abstratas como viagens, lazer, planos de saúde etc. Então as empresas, na busca de vender mais, procuram satisfazer plenamente as necessidades dos seus clientes.

Com isso criou-se uma estrutura onde as empresas oferem bens e serviços.

De acordo com o artigo de Shoshana Zuboff na edição de lançamento da revista Época Negócios, ela explica que tais necessidades agora estão se voltando para necessidades de procura de coisas que melhorem a sua qualidade de vida, não apenas para quantidade de bens que ela adquire.

De acordo com seu artigo, há um novo mundo de valores econômicos baseados na procura do “direito de autodeterminação, de expressão e de confiabilidade“, o que ela chamou de valores de relacionamento, e que as empresa não estão prontas para satisfazer essas novas necessidades de seus consumidores.

O Internet nasceu da necessidade de troca de informações. Rapidamente ela tornou-se mais um canal de venda para o consumidor. Daí nasceu o famoso e-commerce e dele expoentes como Amazon.com, CDNOW.com dentre outras. Isso foi o que chamaram de Web 1.0.

Há cerca de uns dois anos para cá, ganhou fama o termo Web 2.0, com expoentes como Wikipedia e YouTube. Nessa nova Web 2.0, o consumidor é quem gerar o seu conteúdo. Conteúdo este que será consumido por outros consumidores.

Podemos ver ai então uma inversão de fonte geradora de riqueza. Antes, os consumidores dependiam exclusivamente do que as empresas ofereciam. Hoje, as pessoas querem participar na geração desses produtos, querem opinar e ver o que outrous estão dizendo.

Se a Web 2.0 foi muito criticada por não se tratar de uma revolução tecnologica em si (o Ajax já estava diponível bem antes da Google mostrar como ele é legal), ela ganha uma dimensão social muito grande nesse novo contexto, pois seus representantes atuam como gerenciadores do counteúdo que a comunidade gera e consome.

No YouTube, Wikipedia, e-Bay, Digg entre outros, o usuário é o autor do conteúdo. É esse conteúdo quem gera tráfego de outros usuários em busca desse conteúdo. Esse tráfego gera receita, principalmente com publicidade.

Seria precipitado dizer que as empresas baseadas no modelo convencional de dentro para fora, ou seja, vender o que elas acham que as pessoas querem, irão sumir. Mas essa tendência é irreversível e já está mudando a forma como nos relacionamos com as empresas e seus produtos.

Atualização: Acabei de encontrar um vídeo muito bom sobre Web 2.0


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3 respostas

12 04 2007
via Rec6

A Riqueza Agora Está em Nós

“A Web 2.0 pode mudar como a relação consumidor e empresas se relacionam.”

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