Com o lançamento do Windows Vista a Microsoft ficou com a guarda desarmada. Oportunidade é única para seus concorrentes e eles não estão desatentos a isso.
Seu sistema operacional não goza de uma boa reputação. A quantidade de virus, brechas de segurança e telas azuis não ajudam também. Além disso, suas práticas de mercado, fazem com seu seu garoto-propaganda, Bill Gates não tenha também grande popularidade.
Você precisa de uma máquina muito potente para conseguir usar todas as suas firulas gráficas e, para a maioria das pessoas, essa é a sua principal diferênça da versão anterior. Além disso, depois de anos de conveniência, ela está fechando o cerco contra a pirataria de seus produtos. Ou seja, você não pode mais usar o Vista que aquele seu amigo micreiro tem. Até você consegue instalar, mas você não conseguirá fazer nenhuma atualização de segurança (que serão muitas), atualização de bug (que serão muitos) etc.
Por esses motivos, o novo sistema operacional da Microsoft é visto com muita desconfiança por quase todos.
Então, nessa onda de novidade, o usuário vai querer também ter alguma coisa nova, mas não vai querer gastar R$ 900 no Vista e mais de R$2000 numa nova máquina. Nessa toada, o Ubuntu, com a sua badalada versão 7.04, pode ganhar alguns adeptos.
Além disso, outras empresas estão de olho em uma fatia do mercado de aplicativos para escritório. A Adobe quer ser a Microsoft da web. E quando uma empresa do porte da Adobe faz movimentos agressivos como esse, isso é um bom sinal para nós, usuários.
Sem falar na Google, com seu Documentos e Planilhas. Hoje ele ainda não passa nem perto da suite de Redmond, mas a Google já provou ser muito ágil e competente para lançar novidades. Além do mais, ela conta com a vantagem de estar na web, ou seja, quando ela lança uma nova funcionalidade o mundo inteiro já têm disponível automaticamente. Isso é lindo!
Mas não somente as concorrentes querem aproveitar essa guarda baixa, seus clientes também.
Imagine quanto empresas como HP, IBM e Oracle pagam anualmente para a gigante de Seattle em licenças do Windows e Office? Conseguir um conjunto de aplicativos tão bom quanto a dupla da Microsoft, e de graça ou por um preço bem melhor, seria um belo corte de custo.
Talves seja por isso que ações como a Linux Fundation contém com apoio dessas empresas. Essa iniciativa visa padronizar as distros com intuito de alavancar o uso do Linux nas empresas. Ponto para a turma do pinguim.
No entanto a turma de Bill Gates não está dormindo no ponto. Ela lançou recentemente o Silverlight, a plataforma de criação de vídeo e animação na web para competir com o Flash, referência no mundo desenvolvimento web e a tecnologia por trás dos vídeos do Youtube, Google Video, e todos os outros clones. A briga parece ser boa.
Mas a Microsoft é muito grande e não deveria ter problemas para entrar nesse mercado de suites online, certo? Errado. O problema não é técnico, mas mercadológico. Um Office na web (não o que eles chamam de Office on-line), iria canibalizar as vendas do Office atual, ou seja, muitos usuários deixariam de usar o Office tradicional para usar a versão web.
Não somente isso, ela enfrenta o desafio da convergência entre TV e PC, aí a competição será também muito grande. Veja esse post muito interessante. Aqui novamente enfrenta a Google, além de pesos pesados como Joost, Apple TV, TiVo e outras opções que ganham cada vez mais força.
Então a Microsoft tem grande problema para resolver e isso põe fogo no mercado. Mais pontos para o usuário.
Não quero ser um profeta do apocalipse, mas o horizonte da Microsoft é tenebroso. Ela tem novos competidores e a estratégia de esperar e copiar produtos e idéias pode não mais funcionar como ela sempre fez com a Apple, já que a nova arena de luta é muito diferente, a web.
Quanto tempo será que ela aguenta? Isso não sei, mas tempos difíceis estão reservado para ela.
