Papel no Vaso em ano Sabático

11 01 2008

Somente para avisar algum leito que esteja vagando pelas gélidas páginas do Papel no Vaso, este blog estará em seu ano Sabático.Isso quer dizer que não o abandonarei mas que não irei atualizá-lo por muito tempo.

Esse ano vou investir tempo meu blog mais técnico ABAP 101.

Abraços!

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Wikipedia corrigindo a Britânica

14 10 2007

Há um tempo atrás, escrevi sobre a credibilidade da Wikipedia frente as outras enciclopédias tradicionais, como Barsa e a Britânica.

Agora, vejo uma lista de correções da Britânica originadas pela Wikipedia. Gosto de ver como a cooperação dos usuários podem chegar a resultados mais precisos e confiáveis do que o grupo de especialistas de uma enciclopédia tradicional.

Não estou dizendo que a Barsa ou Britânica estão completamente erradas, seria infantil dizer isso, mas como esse fato aponta uma evolução do modelo cooperativo que rege a Wikipedia.

Entretanto, continuo meu discurso sobre a criticidade. Não acreditem em tudo que é publicado na Internet, seja critico e confronte com outras fontes. Não acredite em qualquer macado. Principalmente não seja um!





Microsoft chega atrasada, novamente

18 09 2007

Como dito pelo Juliano Barreto no seu blog da Info, “Chegar atrasada na festa nunca impediu a Microsoft de atingir suas metas de dominação global”. Ele disse isso quando estava comentando as estratégias da Microsoft de competição.

Ele ainda continua:

A empresa não foi a primeira a lançar um sistema operacional, não foi pioneira no mundo dos browsers e também não inaugurou a era dos mensageiros instantâneos.

Mas veja o que restou do Netscape, do ICQ, do Real Player, do WinZip e de outros produtos e empresas inovadores que ganharam a concorrência da gigante de Redmond. Todos morreram ou ficaram atrofiados depois de serem cobertos pela “nuvem” da MS.

Há uns dias atrás eu escrevi sobre a grande oportunidade que a VMWare tem de ser uma fornecedora de sistema operacional, não como conhecemos hoje, mas sim como provedora de integração entre várias plataformas usando máquinas virtuais.

Não sei se a VMWare foi a pioneira na tecnologia de virtualização, mas ela é a mais popular e eficiente na plataforma PC e Linux (não sei como ela se comporta no Mac).

Já a Microsoft, há um tempo atrás comprou a Virtual PC e o transformou em sua plataforma de virtualização. Agora ela está lançando sua plataforma para servidores, Systems Center Virtual Machine Manager 2007, como noticiado no NY Times.

Ligando agora as duas pontas, a VMWare deveria estar com muito medo da Microsoft. Dado o histórico de sucesso em aniquilar concorrentes e a sua nova investida na área de virtualização corporativa, a VMWare corre risco de ser o novo Navigator da vez.

De acordo com a reportagem do NYTimes, a grande arma da MS é um projeto de codinome Viridian e que será incorporado à tecnologia de servidores dela e aí não haveria espaço para a VMWare Server. Por outro lado, o ESX Server poderia ser o grande diferencial da VMWare.

Mais uma batalha se apresenta no horizonte. O Santo Graal do momento é o mercado mais do que promissor de virtualização. Os oponentes já mostram as suas intenções e armas. Por enquanto Davi está vencendo, mas ao contrário do que narrado na Bíblia, aqui o Golias poderá esmagar o Davi.





Art of Office, artes e utilidades no MS-Office

7 09 2007

Eu assino um feed da PCWorld de dicas diversas para PC. Vira e mexe eu encontro dicas para o Office, como por exemplo fazer um gráfico de Gantt no Excel. Eu mesmo já usei para fazer um pequeno cronograma, pois não tinha o Project disponível e nem podia instalar qualquer outro software, mesmo gratuito.

Agora, foi anunciado no blog da equipe de desenvolvimento do Office para Mac, Mac Mojo, o lançamento do site Art of Office.

De acordo com o Mac Mojo,

O Art of Office é um site onde as pessoas submetem conteúdo artístico e/ou de utilidade (como o exemplo do gráfico de Gantt no Excel), feitos usando os aplicativos do Office (Word, Excel, or PowerPoint). Seja criando alguma pixel art usando o Excel (a lá nossos Post-it Notes), desenvolvendo alguma história curta em PowerPoint ou peças artísticas no Word, essa comunidade online permite comparilhar, avaliar, refazer e discutir conteúdo submetido pelos usuários do Mac Office de todo o mundo.

Achei a idéia muito boa, principalmente no que se refere aos arquivos de “utilidade”, que podem te ajudar muito no seu dia-a-dia com o Office. Já os outros tipos de arte, fica mais como curiosidade.

A idéia não é nova em si, pois repositórios de dicas e códigos de programação temos de monte na área de tecnologia, mas nunca tinha visto nada assim antes para documentos Office ou coisa parecidas.

Fica aí a idéia de um site parecido, mas voltado para as versões free das suites para escritório (Open Office e afins).

Não quero pegar no pé, mas essa idéia nasceu da unidade de negócio da Microsoft para Mac. Seria alguma influência “criativa” vindas dos lados de Cupertino?





Você tem medo de ensinar?

6 09 2007

Trabalho com projetos SAP, especificamente ABAP, há cerca de 7 anos. Uma prática muito comum é a figura do “sombra”. O sombra é aquele consultor júnior (geramente no seu primeiro projeto), que é alocado a um projeto, sem cobrar as suas horas do cliente.Com isso, a sua consultoria consegue treinar um novo consultor em situações reais da rotina de um projeto.

Isso pode ser ótimo para o sombra, pois esse treinamento on-the-job é uma maneira de dar a ele alguma experiência sem a responsabilidade de um consultor cobrado do cliente.

No entanto, para o consultor experiênte, isso representa um aumento de trabalho, pois além do trabalho normal como consultor, ele precisa explicar tudo ao sombra.Eu nunca tive um sombra para ajudar, mas já coordenei uma equipe de umas 10 pessoas totalmente inexperiêntes, onde tive de ensinar muitos macetes para que as coisas andassem no prazo determinado.

Nessa semana, conversando com um consultor que trabalha comigo, ele revelou-me que já criou a maior confusão em um projeto por negar-se a ensiar um outro consultor menos experiênte. De acordo com ele, não havia sido contratado para ensinar. O seu outro argumento foi que ele não queria que o mercado SAP crescesse muito e que ele tinha medo que o seu salário diminuisse devido ao aumento do número de consultores.

Vi comentário semelhante a esse no dieblinkenlights.com. De acordo com o autor, falando sobre a linguagem de programação Phyton, disse:

Eu a considero uma vantagem competitiva e se você, meu leitor, não souber do que se trata, melhor para mim.

Nesse projeto onde eu fui o coordenador, tive a satisfação de acompanhar o desenvolvimento profissional de alguns deles. Hoje, ainda converso com eles pelo MSN e fico orgulhoso quando leio “fulano @ USA” no nickname, indicando que está em algum projeto internacional.Por que esse medo de ensinar? Então quer dizer que se eu ensinar outras pessoas, corro risco de “saturar” o mercado de profissionais e diminuir a minha “empregabilidade”?

Esse medo expressa uma mentalidade limitada. Aprendi que o meu sucesso não depende de uma ferramenta, linguagem ou plataforma. Essas vão e vêm a todo momento. O que relamente conta é qual é o seu comportamento profissional, ou seja, vontade de aprender coisas novas e procurar novos conhecimentos para se manter sempre a frente.Eu realmente adoro ensinar e sou totalmente seguro da minha empregabilidade, pois ela não depende 100% da ferramenta ou linguagem de programação que uso. Tanto que hoje, além do meu trabalho como coordenador de desenvolvimento, sou intrutor ABAP. A vontade de ensinar, abriu-me novas portas além da consultoria.

Cuidado se você pensa como meu amigo, provavelmente logo será ultrapassado por esse consultor júnior que está do seu lado, afinal de contas, para o meu amigo, a sua única preocupação é:

… se meus concorrentes lerem e aprendam alguma coisa.





Os macacos contra o Estadão

20 08 2007

Impressionante a repercussão na nação blogueira com nova campanha publicitária do jornal o Estado de São Paulo. Não faltou gritos e urros contra o jornal e a sua agência de publicidade.

Parafraseando o filósofo Falcão, “I’m not monkey, no!”. Mas temos que concordar que a campanha é boa e criativa. Eu mesmo me diverti muito! Fala sério, aquela do Fredão e do moleque ruivo com aparelho dentário são muito boas!

Não estou dizendo nem te ligo, ou nem doeu para o Estadão, mas estou dizendo que teve gente se doendo demais com isso. Não vou citar nenhum blog em específico, até porque não quero que me levem para o lado pessoal, mas pareceu-me que as reações foram um pouco exageradas.

Há pessoas que estão sempre a procura de novos moinhos de vento para derramar toda a sua fúria quixotesca, contra qualquer um que não concorde ou critique as novas mídias, blogs, com conteúdo gerado pelos usuários, Web 2.0, 3.0 etc., que tais coisas são revolucionárias, lindas e maravilhosas. Na semana que passou, dizer que o Estadão é contra a mídia digital, contra os blogs, que ele está perdido, que a guerra começou etc etc virou lugar comum. Qualquer blog que fosse in, tinha que criticar o Estadão.

Li em outro lugar que se “Se estou incomodando, estou no caminho certo“. Mas foi a chamada blogosfera quem mais se ficou incomodada com o assunto e não os barões da “grande” mídia.

No Monitorando, encontrei uma sacada bem legal:

O fato é que o episódio em questão gira em torno do Santo Graal da mídia: credibilidade. Isso mesmo! Nem mídia impressa, nem eletrônica quanto mais instantânea, vive sem credibilidade, sem a confiança de seu público. Para jornalistas, blogueiros, empresas de comunicação – mas também para outras tantas áreas -, credibilidade é o maior patrimônio que se pode querer ter num ambiente de competitividade. E esta é a arena da qual estamos falando: de muita gente despejando informação a todo momento e os públicos não podendo consumir tudo o que se oferece. Caetano já cantou: “Quem lê tanta notícia?”

Recomendo o restante do post, é muito lúcido e coerente.

Do pouco de jornalismo que sei, aprendi a sempre verificar a minhas fontes antes de passar ou publicar alguma informação. Por exemplo, recebi esse final de semana a notícia que o colunista da rádio CBN, do Jornal Estado de São Paulo, Rede Globo e outros, Arnaldo Jabor, fora demitido e impedido de continuar com seus comentários na rádio CBN por determinação sumária do Presidente Lula.

Lendo o conteúdo do e-mail, dá-se a acreditar que uma injustiça está acontecendo que deveríamos nos unir, protestar e blá blá blá…instantaneamente foi verificar. Primeira parada foi o site da CBN, nada. Fui para o Google e encontrei uma série de posts em diversos blogs. Impressionante, todos eles tinham o mesmo texto! Coincidência ou uma nova investida dos intelectuais, criadores e inventores da nova mídia digital?

Não querem ser chamados de macacos? São macacos sim, copiadores e sem o menor senso crítico. Ávidos por furos de “reportagem”. Conclamam o povo a luta, embasados em uma notícia, que pela gravidade em si, deveria ser muito bem apurada.

Os blogs são uma ferramenta extraordinária, tanto que é amplamente usado por diversos nomes da chamada mídia tradicional, inclusive pelo Estadão. Em contrapartida, a facilidade de se clicar no “publicar”, criou uma avalanche de informação, onde o leitor precisa estar cada vez mais preparado para não ser levado pelos Fredões da vida.

Mais uma vez concordo com o Monitorando, o Estadão não quer ofender a nação blogueira, ele procura chamar a atenção dos leitores dos perigos de informações imprecisas, porque não dizer, mentirosas, e conclama para si a credibilidade secular de gerador de informação. Se bem que o Estadão já andou dando as suas mancadas, veja Macacos não enforcam Jesus Cristo!. Nem vou iniciar a discussão sobre pluralismo e jornalismo independente, deixo isso para o Mino Carta, pois ele o faz com maestria.

Caros leitores, cuidado com que vocês lêem. Verifiquem toda e qualquer informação, inclusive as que apresento aqui. Não sejam meros copiadores de informação e opinião (isso não se aplica somente os blogueiros). Aprendam a ter senso crítico e não sejam enganados nem pelo Fredão nem pelo Estadão.





E Agora José?

9 05 2007

A comunidade pediu, gritou, experneou e a Dell finalmente vai vender desktops e notebooks com o Linux, mais especificamente Ubuntu.

ubuntu_banner.jpg

Notícia

Parafraseando Carlos Drummond de Andrade:

E agora, José?
Você baixou a imagem,
queimou o CD,
experimentou a interface,
e gostou.

E agora, José?
Instalou Ubuntu,
SUSE, Debian e Red Hat.
Gastou horas
configurando rede,
modem e placa de som.

E agora, José?
Brigou com seu amigo,
brigou com o Bill Gates,
brigou com a mãe, pai,
irmão e instalou
no computador da sala.

E agora, José?
Sugeriou para Dell,
griou com a Dell,
chorou para a Dell,
e a Dell perguntou,
você respondeu,
até eu respondi.

E agora, José?
A Dell aderiu,
ao seu amado Pinguim.
Quantos pinguins
serão vendidos?
Depende de você, Zé.

E agora, José?
E agora, José?

Agora é a vez do Linux mostrar a sua capacidade mercadológica. Estou curioso para ver qual será a aceitação das máquinas Dell com Linux. Tomara que não tenhamos o mesmo cenário que tivemos aqui, quando 70% das máquinas vendidas com o Linux migraram para alguma versão do Windows (pirata ou não).

Eu realmente torço para seja um sucesso e realmente tenha ótimas vendas. Estou curioso também para ver como será o suporte Dell para os usuários do Pinguim, coisa que na minha opinião é um dos fatores cruciais no sucesso dessa decisão.

Estou bem otimista, afinal de contas, o endosso da Dell ao Linux pode alavancar o uso dele nos micros desktops. Isso pode ser um passo muito importante no amadurecimento dessa ótima plataforma.